4 de novembro de 2012
incidente
Talvez se tivesse a chover, não me iria faltar palavras para começar mas mesmo assim, custa.
Tenho a tua carta, ou seja, a tua folha inteiramente escrita por ti nas minhas mãos, estou a tremer e não sei porquê.
Li poucas frases nela escritas, fui directo ao fim da folha :" (....) não desisti de ti, é porque vales muito apena! Muito mesmo. " . Apenas aí faz-me tremer de todo, então se eu ler o resto, não irei rasgar a folha mas deve ficar molhada com o cair de alguma lágrima, não sei, não tentei ler. Ontem fui para a cama a falar contigo, voltei a falar contigo e tive para deixar escorrer algo pela cara mas contive-me. Custou, imaginei o cenário em que esperavas por mim lá fora, a minha "sorte" foi que não adormeci com isso, senão tornar-se-ia talvez um pesadelo.
Cada vez sei mais de mim, cada dia conheço-me mais, que necessito de alguém, que quero dar carinho, que necessito dele também mas principalmente que o quero dar e tu não estás presente e é isso que me faz cair de joelhos no chão e voltamos ao mesmo, dor.
Passo os olhos pela folha e sobressaem as melhores palavras "amo-te" "esses olhos lindos"... entre tantas outras.. E doi.
Não mudei nada, seja a nossa foto no quadro, sejam as fotos no meu telemóvel estão lá, as nossas e hoje ouvi " sim e aquela foto és tu com a tua namorada" mas ignorei mas é como tivesse-se sido empurrado, tocou.
São memorias e não passam disso, memorias
Desculpa, espero que esteja tudo bem contigo
Cuida de ti, beijo
