11 de novembro de 2012
cai e escorre
Acordei cedo, demais pra mim, está um tempo estranho e fui para a janela, vento, chuva e sol mas nada de frio mas fui pra janela ver chover. Surge novamente algo na minha boca que não sai, nem sei porquê, porque até nem pensei em ti mas vieram logo aquelas palavras "eu, quero-te".
Se me lembro, acho que me deitei ontem, a imaginar algo contigo, a confrontar-te e foi certamente algo triste, apenas mais uma de tantas noites que adormeço a pensar em ti.
Esta imagem, esse papel, já não existe, por culpa tua, por teres feito aquele erro, por teres traído a minha confiança e devem estar espalhados pelo quarto aos bocadinhos, talvez um dia eu os encontre todos e os cole e te entregue "toma, isto é teu".
Faz-me falta alguém que me compreenda, que seja crescida como eu, sim és tu, tu que me conhecias por dentro e por fora.
Escrevo pouco porque acordei e quando se acorda, ideias são escassas, minhas desculpas.
