1 de outubro de 2012
talvez um novo passo
Este é o meu primeiro texto, dois dias depois de ter feito 18 anos. Sou considerado agora, adulto, começa agora uma nova etapa, novos modos, novos conhecimentos, nova partida, tenho perfeita noção disso, que agora a vida vai passar rápido, ou talvez muito rápido como um dia me disseram.. "quando tiveres 18, quando deres conta, já estás no fim dos vinte". Talvez tenha razão, talvez não mas mesmo assim, tudo é feito a seu tempo, temos tempo para fazer-mos o que quisermos.. A minha aparência não transmite, ou seja, o meu exterior não demonstra, não parece ter 18 anos, mas isso nada me preocupa, por um mínimo, até me agrada, sinal que não tenho aspecto de mais velho. Mas dos pouquíssimos que me conhecem, sabem que o meu interior tem os 18 à muito tempo mesmo, desde os meus finais de 15 anos.
Fazer 18 anos não me traz muito de novo, dá poucos acessos, quero dizer com isto, que, em termos de liberdade, já a tenho desde os meus 15 como uma pessoa de 18, só tenho agora a noção que a minha vida, está à minha inteira responsabilidade como me disseram os meus pais e é correto, está na hora de eu tomar conta de mim, de agir com a minha opinião, de saber errar e aprender com aquilo que faço sem ajuda que tinha antes, ou seja, aprender-me a "safar". Começa assim um novo caminho
Estes últimos dias, ou até mesmo esta última semana, têm me posto diferente, consegui deixar o vicio durante 5 dias, o que já é bom mas quero continuar a deixar mais dias, mas dou especial atenção que ainda penso naquela pessoa, mas pouco, não foi por mim que quis isto mas foi algo de mim que fez, realço mais o facto de eu estar diferente, de já não estar tão dependente de ti, pouquíssimo agora, é verdade. Eu referi num texto atrás que algo iria mudar em mim, algo que me iria empurrar para outro sitio, não por minha vontade mas como "alguém" invisível que me ia ajudar.
Em termos de recordações, tudo continua no tal sitio, todo o carinho lá continua mas como hoje disse para mim, o "nós" resume-se aquele canto onde passávamos o tempo juntos e tu foste embora e deixaste-me com o nosso livro nas minhas mãos, até que eu encostei o livro naquele canto e fui directo a estação de comboios, agora é só uma questão de tempo, porque estou a vê-los passar, até um dia, apanhar um para casa e aí tudo mudará, não sou em mim como em ti, ou seja, cada coisa a seu tempo, agora vejo-os passar até uma porta parar à minha frente e eu entrar numa carruagem.
Disse em tom normal a uma pessoa que eu já não te conheço, não por uma pessoa agir como insignificante, tipo, fazer de ti desconhecido, não, quando digo que já não te conheço, quer dizer que tudo o que conheci do teu interior foi-se, foi-se pelo simples facto que tu já não me falas a um mês e meio e nem sequer os parabéns me deste, acho isso algo deveras infantil, cínico. Sem retirar as palavras do qual tudo isto aconteceu, do medo te ter ganho mas de resto, eu desejo-te boas coisas, nunca as más, que consigas o que queres, que sejas feliz mas eu nunca vou esquecer o erro que cometeste e hoje? tu não sabes o que queres da vida, estás uma menina, decidiste deixar de ser uma Rapariga crescida do qual eu te ensinei a ser, ajudei, para voltares a ser uma menina.
Sem mais algo a dizer.
Cuida bem de ti, na minha ausência :) beijinho.
