22 de setembro de 2012
Ou então será indefinido
Talvez hoje haja poucas palavras para nem sei o quê, deve ser um bloqueio neste momento, o assunto será sempre o mesmo, já pensei em mudar o nome do blog para algo a ver contigo, já que tudo e mais alguma coisa aqui postado, é por tua causa..
Ando a dias a andar e ouvir musica e dizer para dentro de mim " Se eu deixo de me importar contigo, a tua vida muda" e talvez seja mais um medo que apareceu, de facto o que disse tem a sua "verdade", tem a sua "lógica" porque vejo as coisas a ficar em silêncio absoluto, como ver-me a cair em algum lado e tudo desligar dum momento para o outro e tu teres noção que quando eu ficar estendido no chão e depois acordar, nada vai ser igual, nada mesmo. De facto, tenho medo.
As coisas estão num estado, pelo menos o meu, porque de ti, já passou um mês e nada sei de ti, não serei eu que tenho de ir à procura de ti mas o meu "estado" está tão esquisito, silencioso demais, e lá estou eu, em pé, quieto, sem rosto definido, sem emoção, mas o meu cérebro fala, comunica, discute, para os meus olhos, quer mandar a minha boca falar mas, não há vontade, não existe força. Recebo mensagens do meu cérebro a dizer que algo está-se a mexer, a mudar, a ficar diferente, para estar atento mas não em demasia, para olhar mas não dar a importância requerida. Faz doer os olhos.
Falo de ti com aumento de voz constante, com um interior angustiado, indignado mas acabo com palavras " Mas eu sei que não houve ponto final, faltam-me saber algo". E falta, sei que falta uma verdade para eu descobrir, talvez uma verdade-dor, descaio-me mais para (dor) porque sei que escondeste-me algo. Mas acabo por realçar sempre que foste vencida pelo teu maior medo e deixas o tempo passar e perderes elementos.
Talvez eu já não te conheça e tenho pena de já ter saído da minha boca para fora, não da "boca pra fora" mas disse da minha boca e com decepção minha.
Peço perdão, algo está a mudar e eu tenho de saber.
um beijo na testa como meu inteiro respeito por ti
