31 de agosto de 2012

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Cá estou eu outra vez, eu, apenas...pelo mínimo estável. Já guardo tudo para mim, sendo assim, quando voltares a falar, um dia porque tão cedo não acredito nem um bocado, porque o teu orgulho continua a tomar conta de ti... quando voltares a falar, vou fazer de conta que comigo está tudo bem, tudo ótimo, correr tudo bem.. Continua a incomodar-me   quando te mexes, quando dás o mínimo passo, incomoda-me, muda-me de todo, volto logo ao estado que me puseste. É claro que apesar das palavras das outras, o tal apoio para seguir em frente ou levantar a cabeça, isso não passa de palavras porque tudo tem de partir primeiro de mim, sou eu que tenho de me levantar. Óbvio que ainda tropeço, e muito, chego a cair ainda, culpa minha, sim hoje meto as culpas em mim porque tu chegaste a avisar-me que não seria nada fácil.. mas eu insisti, agi de perfeita consciência. E algumas vezes o teu orgulho construiu muitas barreiras que fez com que não tivesse por onde ir. 

Hoje assumo a culpa de ter insistido mas culpo-te por teres medo de te afirmares, de contares a verdade a quem devias e deixares-te levar talvez por opiniões e esse teu orgulho, quanto a isso nada posso fazer, nem hoje nem nunca, será algo que só tu poderás mudar, ou quando mudares talvez seja tão tarde demais. Sei que o mal ainda nem acabou, lá para o fim do próximo mês quando eu fizer anos, vou passar pelo meio da dificuldade, nesse dia que eu te toquei... Não me preparo, deixo o mau tempo vir, ei de cair novamente, ainda com feridas para sarar, se cair caí, demore o tempo que demorar, irei levantar-me. 

Só espero que quando começarem as aulas, não aconteça aquilo que penso nestas ultimas semanas, quer dizer, pode acontecer, não me importo de voltar ao tal sitio e ver-te mas acredita que nada será o mesmo, caso aconteça não verás aquele eu que chegava e sorria mas sim aquele que chegará e irá direto ao assunto, não terei problemas em ser o mais direto possível, para teu bem e para meu também, mesmo que saia de lá de rastos mas nada de coisas destas, não sei o meu amanha. Sei que ainda estou sentado naquele canto que me deixaste ficar, estou lá a olhar para o céu. Posso ser tão estúpido, iludido mas eu acredito puramente que tu vais lá voltar, vais lá chegar e deixar cair a tua mala e olhar para mim. Mesmo na realidade, vais passar por aquele lugar e vais-te lembrar mesmo que tentes disfarçar perante os teus próximos, não vais enganar-te a ti própria!

Não sei como andas, não te vou perguntar, não vou usar o meu orgulho, não tenho disso, sou alguém que largou isso deu valor as coisas depois de ter perdido muita coisa usando o orgulho como arma. Continuas Linda, sim com L enorme porque sempre o foste. Nós rapazes elogiamos montes de raparigas mas eu tenho cautela nos meus elogios, em ti nunca tive porque nunca precisei, cada ponto teu, eu amava e ainda hoje amo porque ainda hoje imagino o meu futuro contigo, sendo minha mulher e mãe dos meus filhos.


Nunca irei fechar os olhos à realidade, nem fugir aos problemas como fizeste e sim amar-te para sempre como te prometi.


Amo-te minha pequenina.